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LOURENÇO EM DESTAQUE

QUANDO A CURIOSIDADE GANHA RODAS, SENSORES E IMAGINAÇÃO

Por Prof. Ana Cachide

Durante o 1.º semestre do ano letivo 2025/2026, as tardes de terça-feira ganharam um novo ritmo no Agrupamento de Escolas de São Lourenço (AESL), em Valongo. No Clube Ciência Viva e Robótica, a ciência deixou de ser apenas algo que se explica — passou a ser algo que se constrói, testa, programa e reinventa, com as próprias mãos.

Estas sessões, pensadas para um nível inicial/básico de robótica, abriram portas a um primeiro contacto com tecnologias que fazem parte do nosso quotidiano, mas que raramente se vêem “por dentro”. A robótica surgiu aqui como uma linguagem acessível, viva e profundamente motivadora, onde cada aluno foi convidado a compreender como a tecnologia funciona e de que forma pode ser usada de forma criativa e consciente.

A viagem começou com os conceitos fundamentais da robótica e com a descoberta da Internet of Things (IoT) — a “Internet das Coisas” — ajudando os alunos a perceber como objetos, sensores e sistemas comunicam entre si no mundo atual. A tecnologia deixou de ser invisível: tornou-se compreensível, próxima e cheia de possibilidades.

Com o WEEEMAKE Mars Rover Arduino Kit, orientados de forma inspiradora pelo professor Emanuel Mesquita, os alunos deram os primeiros passos no assembling: montar um robô, perceber a função de cada componente, compreender como motores, sensores e estruturas dialogam entre si. O robô deixou de ser um objeto misterioso e passou a ser um projeto em construção — um desafio estimulante.

A programação entrou em cena através da aplicação WEEECODE, ligando o computador ao Mars Rover e permitindo as primeiras experiências “online”. Aqui, o código ganhou significado: cada instrução passou a ter consequências visíveis, cada erro tornou-se uma oportunidade de aprender. Os alunos exploraram o movimento dos motores, aprenderam a programar deslocações, criaram interações diretas entre o PC e o robô, e descobriram a diferença entre código online e código offline.

Mas a robótica não se ficou pelo movimento. Houve espaço para a criatividade sonora, com a construção de um mini-instrumento musical e de um teclado de piano, para a lógica dos jogos gráficos, para a leitura de inputs e para desafios cada vez mais envolventes. Um dos momentos mais marcantes foi o projeto “Follow Me”, onde os alunos compreenderam o funcionamento do sensor de ultrassons e programaram o Mars Rover para seguir uma pessoa, mantendo uma distância de segurança constante — uma aplicação simples, mas profundamente reveladora da inteligência por trás da tecnologia.

Mais do que aprender robótica, os alunos aprenderam a pensar, a experimentar, a errar sem receio e a celebrar cada pequena conquista. O Clube Ciência Viva e Robótica do AESL afirma-se, assim, como um espaço de descoberta ativa, onde a tecnologia é uma ponte para a curiosidade, para o trabalho colaborativo e para o entusiasmo pelo conhecimento.

Estas imagens registam muito mais do que sessões de robótica. Registam olhares atentos, mãos em ação, ideias em movimento e o primeiro contacto com um futuro que começa, precisamente, aqui.

A Ciência está Viva no AESL! Parabéns, Professor Emanuel Mesquita! Obrigada pela partilha de saberes e conhecimentos tão inspiradores!